Educomunicação como possibilidade para construção do protagonismo juvenil
Palavras-chave:
Juventude. Protagonismo. Educomunicação. Educação Popular. Fanzines.Resumo
Este trabalho apresenta resultados de pesquisa de iniciação científica cujo objetivo foi compreender contribuições da Educomunicação para o protagonismo juvenil. A metodologia ancorou-se no referencial da Educação Popular e se desenvolveu por meio de interações entre pesquisadores e educandos do nono ano do Ensino Fundamental, culminando na elaboração de narrativas e fanzines. A problematização desses textos, em rodas de conversa, desvelou que os jovens participantes da pesquisa percebem o descaso do poder público, no tocante a garantia de seus direitos. Todavia, não se resignam a uma visão fatalista da realidade e continuam nutrindo esperança e projetos de vida.
Downloads
Referências
ABRAMO, H. W. Considerações sobre a tematização social da juventude no Brasil. Rev. Bras. Educ., 5(6), p. 73-90, 1997.
ABRAMO, H. W. Condição juvenil no Brasil contemporâneo. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Instituto Cidadania; Fundação Perseu Abramo, 2005, p. 37-73.
ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado: notas para uma investigação. Lisboa: Editorial Presença, 1986.
BARBOSA, S. A. M. Redação: escrever é desvendar o mundo. 21ª ed. Campinas, SP. Papirus, 2012.
BAUMAN, Z. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
BAUMAN, Z. Sobre educação e juventude: conversas com Riccardo Mazzeo. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.
DAYRELL, J. O jovem como sujeito social. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro, n. 24, p. 40-52, dez. 2003.
DAYRELL, J. A escola "faz" as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 100, p. 1105-1128, out. 2007.
DUTRA, E. A narrativa como uma técnica de pesquisa fenomenológica. Estud. psicol., Natal, v. 7, n. 2, p. 371-378, jul. 2002.
FERRETTI, C. J; ZIBAS, D. M. L.; TARTUCE, G. L. B. P. Protagonismo juvenil na literatura especializada e na reforma do ensino médio. Cad. Pesqui., v..34, n.122, p.411-423, mai./ago. 2004.
FREIRE, P. Extensão ou comunicação? 15ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 59ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. 7ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
GROPPO, L. A. Dialéticas das juventudes modernas e contemporâneas. Revista de Educação do Cogeime, ano 13, n. 25, p. 9-22, dez. 2004.
MAGALHÃES, H. A mutação radical dos fanzines. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 26, 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: Intercom, 2003.
MOURA, S. A. O lugar das letras: a literatura e a paratopia do autor. Contemporânea, Rio de Janeiro, ed. 7, v.4, n. 2, p. 9-18, jul./dez. 2006. Disponível em: http://www.contemporanea.uerj.br/pdf/ ed_07/ 03SERGIOARRUDA.pdf Acesso em: 27 mar. 2018.
SANTOS, B. S. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia dos saberes. In. SANTOS, B. S.; MENESES, M. P. (orgs.). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, p. 31-83, 2010.
SANTOS, M. Entrevista explosiva. Caros Amigos, ed. 17. Ago. 1998. Disponível em: https://www.carosamigos.com.br/index.php/grandes-entrevistas/6047-entrevista-explosiva-com-milton-santos Acesso em: 28 nov. 2017.
SOARES, I. Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação: contribuições para a reforma do Ensino Médio. São Paulo: Paulinas, 2011.
SOUSA, F. R. Educar-se em movimento: prostitutas militantes e a construção da autonomia. Série-Estudos, Campo Grande, MS, v. 21, n. 43, p. 109-125, set./dez. 2016.
SOUZA, M. R. Por uma educação antropológica: comparando as idéias de Bronislaw Malinowski e Paulo Freire. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro, v. 11, n. 33, p. 487-496, dez. 2006.
ZAVAM, A. S. Fanzine a plurivalência paratópica. Linguagem em (Dis)curso - LemD, Tubarão, v. 6, n. 1, p. 9-28, jan./abr. 2006.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Iniciação Científica

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.


