Pesquisa-Ação Pedagógica (PAPe)

sistematização de uma metodologia crítica construída na e com a práxis educativa

Autores

Palavras-chave:

Epistemologia crítica. Pesquisa-Ação Pedagógica. Pedagogia crítica. Autonomia docente

Resumo

Este artigo apresenta os fundamentos epistemológicos, políticos e metodológicos da Pesquisa-Ação Pedagógica (PAPe), abordagem qualitativa concebida com base em mais de vinte investigações realizadas na e com a práxis educativa, em diálogo com docentes, coordenadores e gestores. A partir da pergunta “como constituir uma metodologia crítica enraizada na práxis pedagógica e comprometida com a transformação da realidade educativa?”, analisa-se a PAPe como epistemologia crítica que reconhece os territórios educativos como espaços legítimos de produção de saberes e resistência às racionalidades dominantes. Sua dinâmica baseia-se na escuta crítica e na valorização de vozes silenciadas, configurando a prática pedagógica como investigação situada e emancipatória. Os resultados indicam que a formação participativa fortalece a autonomia docente, contribui para superar a consciência ingênua e favorece práticas de resistência frente a políticas neoliberais. A PAPe desafia a racionalidade positivista e afirma-se como expressão da pedagogia crítica.

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Biografia do Autor

Maria Amélia Santoro Franco, Universidade Católica de Santos

Doutora em Educação (USP). Professora e Pesquisadora na Universidade Católica de Santos. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3867-5452

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Publicado

2025-07-01

Como Citar

FRANCO, Maria Amélia Santoro. Pesquisa-Ação Pedagógica (PAPe): sistematização de uma metodologia crítica construída na e com a práxis educativa. Revista Internacional de Formação de Professores, Itapetininga, p. e025006, 2025. Disponível em: https://periodicoscientificos.itp.ifsp.edu.br/index.php/rifp/article/view/2352. Acesso em: 29 jan. 2026.